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Do Seed ao IPO: Os rounds e fases de investimentos em Startups

O financiamento e planejamento financeiro são importantes processos na criação de uma startup, desta forma, o modelo utilizado pode determinar a velocidade do crescimento da empresa. O cenário de financiamento de startups mudou significativamente nos últimos anos na Europa. Embora cinco ou dez anos atrás as opções disponíveis para as startups fossem poucas, ultimamente houve um importante aumento no capital de risco disponível para startups em todos os estágios.

Existem três estágios de investimentos: Pre seed (pré semente), Seed (semente) e de Growth (Crescimento). O aumento de rodadas de capital foi acompanhado pela criação e desenvolvimento de veículos de financiamento alternativos, como crowdfunding, aceleradoras, investidores-anjo e novas empresas de capital de risco que trazem diferentes abordagens para o mercado. Conheça os principais investidores de cada fase.

Fase 1 – Pré Seed

O estágio Pré seed é o primeiro passo de investimento nas startups. Esse é o momento que a empresa começa a operar e transformar a ideia em ação. Neste estágio a startup normalmente está explorando a viabilidade de criar um produto ou serviço, ou então desenvolvimento o planejamento de marketing e vendas do produto.

De forma global, o investimento é de 10 mil dólares a 100 mil dólares. Nesse momento, os potenciais investidores são o próprio empreendedor (bootstrapping), amigos e a família (FFF) e outras fontes como os incentivos de Incubadoras, Aceleradoras e Governo .

Bootstrapping – O Bootstrapping ocorre quando o empreendedor, ou um grupo de empreendedores, tira o dinheiro do próprio bolso para investir na empresa. Essa modalidade é utilizada por praticamente todas as startups até encontrar outras formas de investimentos. Neste caso, pode não se considerar “receber investimento”, no entanto, existe essa prática no mercado na qual o empreendedor mantém o negócio até ele atingir maturidade. O termo FFF significa “fools, friends and family” e é muito utilizado no ecossistema de inovação para falar sobre o apoio de amigos e familiares. 

Incubadoras – As incubadoras representam um modelo mais tradicional de investimento a partir de um projeto ou de uma nova empresa. Incubadoras são importantes parceiros para startups que estão no início de suas jornadas, normalmente trabalham com empresas de até 5 anos. As incubadoras oferecem espaço físico, consultoria financeira, modelagem básica do negócio, ajuda com técnicas de apresentação, acesso a recursos de ensino superior entre outros serviços. Não é habitual as incubadoras realizarem investimentos, no entanto, existem programas de incubadoras que investem capital em startups na fase pré-seed, tornando as incubadoras potenciais investidores.

Aceleradoras – As aceleradoras existem há relativamente pouco tempo, no entanto são importantes players no ecossistema de inovação. O principal objetivo de uma aceleradora é levar uma empresa do estágio que ela está a um bem mais avançado em pouco tempo. As aceleradoras são empresas individuais ou programas de empresas que investem prêmios financeiros, treinamento, mentoria, networking e mais serviços para startups nas fases pré-seed e seed. As aceleradoras também podem fornecer capital, orientação e espaço de escritório para as equipes em troca de uma porcentagem do capital social. Esse capital normalmente não ultrapassa os 10%. Apesar de serem um tipo moderno de incubadoras de empresas, as aceleradoras têm uma metodologia mais complexa. O processo para participar das aceleradoras é aberto, e estas geralmente procuram por startups consistindo de um time para apoiá-los financeiramente, oferecer consultoria, treinamento e participação em eventos durante um período específico, que pode ser de três a oito meses. Em troca, as aceleradoras recebem uma participação acionária.

Fase 2 – Seed

O estágio Seed permite que uma startup financie os custos de lançamento de produtos, consiga a tração antecipada através do marketing, iniciam contratações importantes e mais pesquisas de mercado para desenvolver o ajuste do mercado de produtos. O capital seed apoia startups em fase de implementação e organização de operações, muitos deles concebidos dentro das incubadoras de empresas. Neste estágio inicial, os aportes financeiros ajudam, entre outras funções, na capacitação gerencial e financeira do negócio. Como no investimento-anjo, o que os participantes de um fundo de capital semente buscam é o lucro atrelado ao crescimento da startup ou ainda de sua venda em prazo mais longo. Nesse tipo de investimento em startup, os valores podem variar de 50 mil dólares a 2 milhões de dólares.

Investimento-Anjo – Este investimento é efetuado por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento. Este investimento é associado ao termo Smart Money, pois os investidores-anjo não são importantes só pelo capital e, sim, por também se dedicarem ao negócio. Os investidores-anjo tornam-se mentores da startup e potencializam a startup com sua experiência e seu networking. O Investidor-Anjo tem como objetivo aplicar em negócios com alto potencial de retorno.

Micro Ventures – As Micro Ventures Capital ou Micro VCs investem em startups que já receberam investimento anjo ou que foram aceleradas, mas que ainda não estão prontas para uma Série A. As Micro VCs são um fenômeno novo dentro do ecossistema de inovação, que atuam nesse momento específico, preparando a empresa para receber um investimento Serie A.

Crowdfunding – O financiamento coletivo também é uma opção de investimentos na fase Seed. Atualmente, existem uma série de plataformas de financiamento disponíveis para atrair investimentos. Existem duas modalidades clássicas do crowdfunding: capital social, no qual os investidores recebem participação, ou então a modalidade de produto ou serviço, no qual a empresa se compromete em retribuir o investimento com o produto ou serviço final disponibilizado pela empresa.

Fase 3 – Crescimento

A fase de Crescimento é composta por ter subdivisões: Early, Growth and Late. Essas subdivisões são referentes aos estágios do crescimento. A fase de Crescimento conta com diversos investimentos como: Série A (2 a 20 milhões de dólares), Série B (20 a 50 milhões de dólares), Série C e sucessivamente (a partir de 50 milhões de dólares).

A Série A é a primeira rodada de financiamento de capital de risco. Neste momento, a startup deve ter um produto desenvolvido e uma base de clientes com fluxo de receita consistente. Esta é uma oportunidade ideal que permite que as startups se dimensionem em diferentes mercados. Na rodada de financiamento da Série A, é importante ter um plano que gere lucros a longo prazo.

As startups que passam pelas etapas anteriores de financiamento de startups (seed funding e Séries A) já desenvolveram uma base de usuários substancial juntamente com um fluxo constante de receita para a Série B. Os investidores auxiliam as startups a expandir seus horizontes, financiando suas atividades de alcance de mercado, aumentando sua participação de mercado, formando equipes operacionais, como marketing, desenvolvimento de negócios e sucesso do cliente. O estágio de financiamento da série B permite que as startups cresçam para que possam atender às diversas demandas de seus clientes e também competir em mercados restritos em termos de concorrência.

Na Série C, as startups estão em seu caminho de crescimento. Essas startups buscam mais financiamento que possa ajudá-las a criar novos produtos, alcançar novos mercados e até mesmo adquirir outras startups de desempenho inferior da indústria semelhante. Na fase de financiamento da série C, os investidores financiam com sucesso as startups de sucesso. Eles estão esperançosos de receber um lucro que é mais do que o dinheiro que investem. O estágio de financiamento da Série C se concentra em escalonar a startup o mais rápido possível. Após esse investimento pode ocorrer uma Série D, Série E, Série F e Série G.

Por fim,o IPO é o processo de oferecer ações corporativas ao público em geral pela primeira vez. As startups em crescimento que precisam de financiamento geralmente usam esse processo para gerar fundos, enquanto as organizações estabelecidas o usam para permitir que proprietários de startups deixem parte ou a totalidade de sua propriedade vendendo as ações para o público em geral. Muitas organizações públicas compensam os executivos por meio de ações. As ações de uma organização pública são mais atraentes para os funcionários, pois as ações podem ser vendidas facilmente. Além disso, as fusões são mais fáceis para uma organização pública, pois podem utilizar seus compartilhamentos públicos para adquirir outra startup.

Os principais investidores desta fase de crescimento são

Venture Capital – Modalidade de investimento utilizada para apoiar negócios por meio da compra de uma participação acionária, geralmente minoritária, com objetivo de ter as ações valorizadas para posterior saída da operação

Venture Building – Modelo que mescla características das incubadoras, aceleradoras e venture capital, sendo que fornece todo o planejamento estratégico, a captação de recursos financeiros e humanos e estrutura física.

Empresas de capital privado, Fundos de Investimentos e Bancos – Empresas de capital privado tem se interessado mais ano após ano, e hoje já configura como potencial investidor em startups em fase de crescimento. A participação de atores tradicionais do mercado financeiro é presente no investimento em startups e são vistos como potenciais investidores para grandes negócios. 

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